Para o paciente hemofílico, a indicaçao é de plasma fresco (que comntem uma fraçao ou globulina antihemofílica), enquanto para o plaquetopenico, será preferido o plasma rico em plaquetas.
A prescrição sistemática, no pré-operatório, de hemostáticos, no sentido de prevenir os acidentes hemorrágicos, pode levar o Cirurgiao a uma falsa segurança. É necessário também que todo o médico conheça a hemostasia fisiológica, para que possa pedir e interpretar com segurança os diversos ex ames laboratoriais adequados para um diagnóstico mais preciso do acidente hemorrágico.
Hemostasia não deve ser confundida com coagulação sanguínea, pois esta nada mais é do que um fenómeno parcial, isto é, uma das fases da hemostasia. A coagulação pode ser es tu dada "in vitro", enquanto que a hemostasia com¬preende o estudo "in vivo" do fenómeno completo, no qual interferem de modo igual, a coagulação , os vasos e as plaquetas.
Os diversos "tempos" da hemostasia fo-ram magnificamente expostos pela autora desta monografia, a qual procurou mostrar a participação das plaquetas nessas diversas fases (pa-rietal, plasmática e trombodinamica).
O diagnóstico etiológico de uma doença hemorrágica não depende, pois, apenas dos conhecimentos clínicos do caso em si, mas da investigação cuidadosa do defeito da hemostasia. Os testes cmpregados estudam as diversas fases ou tempos da hemostasia fisiológica, procurando demonstrar a alteração apresentada pelo doente.
Discutidas as provas laboratoriais que exploram os diversos tempos da hemostasia, a Dra. Therezinha Verrastro de Almeida, estuda as doenças hemorrágicas, divididas em dois grandes grupos - púrpuras e coagulopatias. Nada deixou de ser tratado neste belo livro da renomada hematologista brasileira sobre assunto de real interesse na prática médica. Monografias como esta honram as nossas letras médicas, mostrando mais uma vez a grandeza da nossa Faculdade de Medicina e que, mesmo frag-mentada, vai aos poucos se rearticulando para manter sua vigorosa personalidade.
Tive a satisfação de conhecer a Dra. Eliza-beth Lee Hazen, em New York, devendo-se a esta eminente pesquisadora, a descoberta de um antibiótico antifúngico - a fungicidina ou nistatina, hoje industrial izado sob diversas fórmulas farmaceuticas e largamente utilizado no tratamento de formas clínicas de candidíase ou monilíase. Micóloga consagrada, pertencia a Dra. Hazen aos Laboratórios de Pesquisa do Departamento de Saúde de New York. A revista Mycologia (n° de setembro-outubro de 1976) prestou merecida homenagem a Dra. Hazen, excelsa figura de mulher que dedicou toda sua vida ao bem-estar da humanidade, cuja morte foi profundamente sentida por todos aqueles que tiveram a ventura de con vi ver com tão famosa investigadora. Foi em 1950 que a Dra. Hazen, em colaboração com a Dra. Rachel Brown comunicou a Academia Nacional de Ciencias a descoberta de dois antibióticos ativos contra fungos, principalmente um deles, isolados a partir de um actinomiceto do solo - o Streptomyces noursel.
Elizabeth Lee Hazen nasceu em Lula (Mississipi) a 24 de agosto de 1885. Estudou Bacteriologia na Universidade da Columbia. Em New York, junto aos Laboratórios de Saúde Pública, trabalhou inicialmente com os agentes do carbúnculo e da tularemia, descrevendo pela primeira vez nos Estados Unidos, um caso de botulismo.
Em 1940 passou a dedicar-se a Micologia, aprendendo os fundamentos desta disciplina com Hopkins e Rhoda W. Benham.