Assisténcia Pré-Concepcional

Em todos os costos de saúde deveria existir, em pleno funcionamento, um serviço de assistência pré-concepcional, isto é, o atendimento prestado a mulher antes da concepção  que possa vir a ter. Obtendo-se a custa de uma série de ex ames clínicos e laboratoriais, dados a respeito da situação  física e psíquica da futura mãe, estaremos contribuindo para aquilo que se denomina de "gravidade deliberada", com evidente diminuição  da mortalidade materna e de seu futuro filho.

A situação ideal é que a gestação  se processe em período no qual o organismo materno não apresenta qualquer inconveniente ao concepto.
A gravidez deve também ocorrer em época propícia, pois muitos casais não estão preparados psicologicamente par assumir os riscos de uma paternidade consciente . Por outro lado, há casos em que a gravidez anterior trouxe problemas na sua própria evolução  ou no decorrer do parto. Tudo deve ser cuidadosamente analisado, sendo do conhecimento geral o que representa para uma família o nascimento de um filho portador de defeito genético grave.

A soma de conhecimentos acumulada pela Medicina deve ser inteiramente absorvida e aplicada em favor da futura mãe e época melhor não existe para isso que a fase pré-concepcional. Muitas vezes, esbarra o médico com a falta de cultura dos pais, cabendo-lhe então, esclarece-los devidamente. A situação  ideal para a mulher é a de submeter-se a cuidadoso exame clínico e ginecológico antes de pensar em engravidar.

Três ilustres colegas paulistas - Plínio Rossi de Carvalho, Vicente Monetti e 1. Clemente de Almeida Moura, através de oportuno opúsculo, divulgam para médicos e leigos a importância desse tipo de assistência, incluindo o ex ame clínico e ginecológico, a verificação  do estado de nutrição  da futura mãe, a ocorrência de moléstias infecto-contagiosas ou de hemopatias, os antecedentes diabéticos e eventuais incompatibilidades sanguíneas. O aconselhamento genético é hoje prática corrente, para casos especiais. Em nosso meio existem numerosas instituições sobre as quais recai quase toda a responsabilidade do aconselhamento genético, devendo sempre haver uma perfeita interação  com todos os outros profissionais da medicina.

Infelizmente, a grande massa da população , muitas vezes analfabeta e pouco esclarecida, não se submete ou não recebe este tipo de assistência. O problema é, pois, complexo, com implicações de ordem sociológica, política, econômica, sanitária e até religiosa.

O controle da natalidade justifica-se dentre as atividades de saúde pública, representando, inclusive, medida de profilaxia do aborto provocado e su as complicações. Nossa população  é extremamente jovem, com largo contingente de homens e mulheres em estado fértil, razao pela qual a informação  sexual, praticada de modo correto é também, absolutamente válida. Quando se fala em controle ou plane-jamento, isto não significa reduçao da natalidade. 

Há limitações quando a saúde da mae exige espaçamento a equado dos nascimentos ou quando os pais não possuem recursos suficientes para criar, alimentar e educar seus filhos. Devemos, pois, ampliar cada vez mais os centros de assistenca a pré-concepcional, para que o homem continue a ser um colaborador de Deus, amparando a futura mãe, preparando-se um mundo melhor para os que vem chegando. Há sempre festas quando uma criança nasce. Mas é necessário, antes de tudo, que toda a mulher seja duvidar entre assistida antes que seu ventre carregue durante nove meses o fruto de suas maiores esperanças, a semente de sua realização  mais sublime.