Poderes do Mel

O mel é um dos alimentos mais conhecidos e usados pelo homem. Sua importância é tamanha, que diversos ditados populares e tradições de nossa cultura fazem referência a este tão nutritivo e saboroso produto. Lua de Mel, Lábios de Mel e outras tantas expressões apenas reafirmam o grande valor deste néctar da natureza em nossa história.

As propriedades terapêuticas do mel são inúmeras e o seu uso, tanto para fins de prevenção e cura, como para a culinária e conservação de alimentos, remontam às mais antigas civilizações.
Os Poderes do Mel traz, nesta edição, um apanhado de receitas e dicas para um uso adequado e saudável da jóia rara das abelhas. Com uma breve história de seu uso e dos atributos do própolis e da geléia real, desejamos a todos uma boa leitura, bom proveito e muita saúde.

Desde a mais remota antiguidade, o homem conhecia os poderes do mel, benéfico na prevenção e na cura de algumas enfermidades. Alguns registros históricos apontam que o mel já era utilizado pelos sumérios, na Mesopotâmia, há mais de 2.500 anos, tanto na alimentação quanto para a escrita.
Escavações próximas de Nápoles revelaram um templo grego, do século VI a.c. com várias ânforas que continham mel de abelha em perfeito estado de conservação, mesmo depois de passados 2.600 anos.
Alguns relatos apontam que no século I, chineses, hindus, árabes e celtas utilizavam um estranho chá para curar a hidrofobia. Ele era feito com 12 a 15 abelhas mortas, sendo administrado ao doente duas ou três vezes ao dia.
Também os romanos consumiam muito mel, utilizando-o na conservação de frutas e peixes, que eram guardados em ânforas e depois cobertos com o produto.
A mesma técnica era utilizada pelos egípcios que em suas expedições conservavam a carne em barricas cobertas de mel.
Quando os arqueólogos descobriram o túmulo de Tutankhamón, em 1922, foram encontradas também em perfeitas condições, várias vasilhas contendo mel.
Quando Alexandre Magno morreu na Babilônia seu corpo foi levado para a Macedônia dentro de um recipiente repleto de mel, para que o corpo se mantivesse conservado intacto.
Em 1872, o explorador alemão J.Ebers encontrou no Egito um rolo de papiro escrito em 1500 a.c. que contém uma série de receitas contra diferentes doenças, no qual o mel figura como elemento principal entre os medicamentos prescritos.

O termo "lua-de-mel" tem origem na antiga Roma, quando a mãe da noiva deixava todas as noites, durante o período de uma lunação, um pote de mel no quarto nupcial, para que os recém-casados pudessem repor suas energias.