Poetas e lendas
Mares, oceanos, lagos, lagoas, fontes, poços, córregos, ondas, rios, nuvens, chuva, nascentes ... a água sempre foi uma poderosa inspiração para a imaginação. Quando se compreende quão importantes são as fantasias na vida sexual, fica claro que existe uma relação próxima entre Eros e a água. Essa relação sempre inspirou os poetas, não importa que língua falem.
Em todos os países, em todas as épocas, contos e lendas comprovaram o irresistível poder erótico da água. Na mitologia grega, o caçador Actáion sem querer surpreendeu a deusa Ártemis tomando banho nua na floresta. Ártemis - cujo nome é associado ao amor casto - se protegeu transformando Actáion em um veado, e seus cães o mataram. Na Bíblia, o rei Davi surpreendeu Betsabá tomando banho sem que ela percebesse - e isso o inflamou com um desejo violento.
As lendas sobre sereias são misteriosamente universais. Existe sempre uma aura romântica e erótica cercando-as. A sereia representa afemme fatale do mar. Independente da época, do lugar e do clima, todas as lendas sobre sereias são variações de um mesmo tema.
A sereia típica tem a cabeça e o corpo de mulher. Seu cabelo é comprido e belo, sua beleza e charme irresistíveis. Mas da cintura para baixo a sereia é como um peixe, com escamas e barbatanas. Geralmente a sereia se apaixona por um humano, casa-se e vive com ele por um curto período, até o dia em que uma coisa ou outra rompe o compromisso entre eles e ela volta a seu verdadeiro lar no mar, ou algumas vezes num lago, rio ou até na água de um poço. Em algumas lendas é o homem que partilha temporariamente a vida aquática com uma sereia, ou então é o homem que é metade homem, metade peixe. Existe até uma lenda sobre um casal que era metade humano e metade peixe e vivia no delta do Nilo.
As sereias podem ser encontradas numa grande quantidade de lendas inglesas e escocesas. Uma das mais conhecidas é a sereia córnica, cuja imagem adorna a parte frontal do banco de uma igreja do século XV em Zennor, no qual, de acordo com a tradição, ela muitas vezes se sentou. Supõe-se que uma sereia seja responsável pelo fato de o porto de Padstow ser agora tão obstruído pela areia, não podendo mais receber navios grandes. Um homem deu um tiro nessa sereia no dia em que ela estava se divertindo no mar, e, antes de desaparecer, ela jurou que o porto ficaria desolado para sempre ... Havia alguma esperança de que os padres pudessem achar uma saída para a maldição da sereia. Supõe-se que em Cornwall várias famílias têm poderes misteriosos, como um legado de suas ancestrais sereias. As sereias escocesas e suas descendentes excedem em número a todas as outras nas ilhas Britânicas. São inúmeros os casos de amor entre as sereias escocesas e os mortais. Um pastor e uma sereia se apai-xonaram, mas depois de um tempo o moço não veio mais à praia rochosa (que havia sido o lugar de encontro). Com o coração partido, a sereia despedaçou-se no arco de entrada de uma caverna, onde ela costumava ir nos dias felizes. Dizem que o arco conservou a marca evidente, em forma de sereia, em vermelho escuro.
As sereias inglesas têm seus equivalentes europeus:
Melussina, proveniente da Idade Média francesa; Merrimini ou Meerfrum, proveniente das lendas alemãs; Mermennill, proveniente da Irlanda; Mari Morgan, proveniente da Bretanha; Morfowyn, proveniente do País de Gales; ou a Rusalka russa. Estas também têm muito em comum com a Mujina japonesa, com a sereia chinesa que se banha num poço, com as sereias dos índios americanos e africanos e com as divindades de rabo de peixe que aparecem nas pinturas dos vasos da Grécia antiga.
Os cientistas que não têm consciência da importância das fantasias no erotismo, particularmente na vida erótica dos marinheiros, ou do poder da água sobre a imaginação do homem, tiveram de construir teorias simplistas para explicar as lendas sobre sereias. Alguns naturalistas alegaram que se tratam apenas de mamíferos marinhos que sobem à superfície da água para amamentar seus filhotes e são tomados por sereias. Não importa quais equívocos possam existir por trás dessas lendas, não há a menor dúvida de que as misteriosas "princesas do mar" podem lançar mais luz sobre a relação dos humanos com a água. O domínio da água pode nos elevar ou nos afundar em amor e em sonhos.
Algumas línguas latinas, incluindo o francês, não têm nenhuma palavra específica para "sereia". A palavra francesa sirené abarca o conceito, mas para os gregos antigos a "sirena" não era uma sereia: era uma "mulher-pássaro" com a cabeça e o busto de uma mulher e o corpo e as patas de um pássaro. Foi Homero que deu à sirena uma voz gloriosa e a transformou na femme fatale do mar, o emblema da sedução feminina. Infelizmente as sirenas são apenas vozes na Odisséia. Quando as dotou de vozes de beleza insuperável, Homero não nos falou sobre a forma de seus corpos.
Como se deu a metamorfose da siren para mennaid? Não se sabe. Existem muitos exemplos de sirenas transitórias, tais como a descrita no bestiário de Guillaume Le Clerc:
"Da sereia podemos dizer, que tem uma forma muito estranha. Pois da cintura para cima
Ela é a coisa mais bonita no mundo Modelada com a forma de uma mulher, A outra parte tem a forma
De um peixe ou de um pássaro ... "
Houve época em que a siren e a mermaid eram uma só. Quando um artesão medieval queria esculpir uma siren para simbolizar as Atrações Carnais, quase invariavelmente a representava como uma mermaid com rabo de peixe.
Os poetas e as lendas sempre expressaram o poder erótico da água, mas o fato é que ninguém sabe exatamente o que é esse poder. Isso nunca foi estudado, nem mesmo por aqueles que estavam interessados no simbolismo da água, tal como Gaston Bachelard em seu estudo da água e dos sonhos, ou mais recentemente Ivan Illich em Hi and the waters offorgetfulness (H20 e as águas do esquecimento). De uma maneira magistral, lllich de-monstra como, nas sociedades industrializadas e na era da água encanada, a água foi reduzida a uma substância utilitária que pode destruir a água dos sonhos. Illich faz uma distinção entre a água de limpeza e a água purificadora, entre a água como uma necessidade doméstica e a água como uma força religiosa e espiritual. No entanto, mais uma vez Illich se recusa a ir ao encontro de Eros. Qualquer que seja o assunto, lllich domina a arte de evitar a sexualidade. Em O castigo médico merecido (Medical nemesis), ele condenou a expropriação da saÚde nos diversos objetivos das profissões médicas: a supressão da dor, a erradicação da doença e a luta contra a morte. Mas nunca mencionou o controle da fertilidade, a gravidez, o parto, a amamentação. Mesmo em Gênero (Gender) ele achou um jeito de evitar dificuldades, fazendo uma sutil oposição entre a economia sexual e a distinção dos gêneros vernaculares. Assim, seus fiéis leitores dificilmente poderiam esperar uma alusão ao poder erótico da água, mesmo num estudo intitulado The water of dreams (A água dos sonhos).
O doutor Sandor Ferenczi, discípulo e amigo de Freud, propôs uma interpretação do ato sexual que responde a esta pergunta simples: por que a água, um símbolo feminino, é um símbolo erótico tanto para os homens como para as mulheres? Em Thalassa, um estudo das origens da vida sexual, ele considerou o alo sexual como uma regressão ao período pré-natal, à vida no líquido amniÓtico. Em outras palavras, o parceiro sexual, homem ou mulher, é uma espécie de substituto da mãe. Os neurologistas modernos podem entender essa interpretação. Uma regressão é o que acontece quando o cérebro primitivo é como que liberado do controle do neocórtex. E esse cérebro primitivo, esse cérebro antigo, alcança seu desenvolvimento precocemente na vida, na maioria das vezes durante o período fetal, num ambiente líquido e feminino.
Ainda que não possa ser reconhecido ou mencionado como tal, o poder erótico da água é constantemente utilizado.
Com o que um casal jovem sonha, quando planeja uma lua-de-mel? Na Europa, eles sonham com Veneza, com seus canais infinitos, pontes e gôndolas, Na América do Norte, sonham com as cataratas do Niágara ou com o Havaí. Na cena de casamento de Niccolã di Segna, do século XII (ilustração 5), que acontece na pequena cidade italiana de Siena, não há mar, lago ou rio, mas por tradição eles sabiam como usar o poder erótico da água.
Viajando através do tempo e do espaço, em qualquer direção, verificamos que as pessoas sempre fizeram uso do poder erótico da água. No Japão moderno, fora da pressa e da atividade das grandes cidades, perto das colinas de Chichibu, formou-se um lugar de encontro para adolescentes chamado O-Miai Furo, que quer dizer "encontro no banheiro". Depois de tirar suas roupas, rapazes e moças entram na piscina ao ar livre. A entrada para as moças é numa ponta da piscina, a dos rapazes na outra. No meio da piscina há um biombo móvel acima do nível da água e uma barra fixa abaixo. Quando o biombo é aberto, começa a ação. O diretor joga um pequeno nÚmero de laranjas e limões na água quente e coloca uma mesa de jogo flutuante. Ou então os adolescentes são deixados à própria sorte. De acordo com as pessoas que dirigem esse lugar, os rapazes e moças interessam-se mais
em conversar uns com os outros do que em sexo. De qualquer forma, esse é um bom exemplo da genuína arte erótica. O interesse sexual é despertado pelo mistério, e as fantasias são liberadas com a ajuda da água.
Em todo o mundo as agências de publicidade tiram vantagem do poder erótico da água. As revistas femininas do Japão são um bom exemplo disso, particularmente em relação aos cosméticos. Um produto alega ser "o umectante natural mais sensual" e "deixará sua pele tão macia quanto a imagem de uma cachoeira numa tela de seda". Uma propaganda mostra uma moça deslumbrante mergulhada até a cintura numa banheira quente, acariciando voluptuosamente o ombro com uma esponja; é a reminiscência de uma sereia.
O produto que eles estão tentando fazer você comprar pode não ter nada a ver com água. Não importa. Eles sabem que a água no anúncio ajudará a vendê-Io. Por exemplo, uma renomada empresa de filmes japoneses prende a atenção com imagens de moças atraentes tomando banho de sol. No canto da fotografia há uma alusão a uma piscina azul.
Muitas agências de publicidade ocidentais também são mestras na arte de usar a água para vender produtos. O clube Méditerranée se sobressai nessa área. Por várias décadas a maioria dos seus anúncios fez um uso erótico da água. Posso pensar em um em particular, dirigido ao público inglês. Uma moça está andando sobre as ondas do mar. Suas lindas pernas não estão à mostra, embora o vento esteja levantando sua saia. Ela vê um moço num veleiro numa posição muito sugestiva. O diálogo é:
"Olha, não é o belo dançarino da noite passada?". Muitas empresas de viagem e de linhas aéreas de todo o mundo seguiram o exemplo do clube Méditerranée.
Associar a água com o erotismo é um dos artifícios mais comuns usados pelas agências de publicidade, para prender nossa atenção. Essa associação é utilizada para as coisas mais improváveis: cigarros, torradas, loção após barba ... Até empresas farma-cêuticas não deixam de usar o sexo e a água para fazer propaganda de medicamentos em revistas médicas profissionais. Para promover um medicamento que é indicado para baixar a pressão arterial, eles mostram a cena romântica de um casal remando lentamente num lago calmo. Aprendi muito conversando com pessoas que trabalham em publicidade. Elas não usam o poder erótico da água conscientemente. Mas um artista não pre-cisa ter consciência desse poder para usá-Io. (Ao analisar esse poder, minha abordagem é oposta à do artista.) Uma obra de arte se comunica diretamente com a parte emocional e instintiva do cérebro dos indivíduos.
Os grandes artistas do passado usaram o símbolo da água em suas pinturas para induzir sentimentos eróticos. Mesmo na Idade Média, Eros estava presente em algumas cenas bíblicas; por exemplo, quando a bela Susana está tomando banho e um grupo de anciãos olha furtivamente para ela. A história de Susana, como foi contada nos Livros Apócrifos, é um modelo de conto erótico.
Durante a Renascença, a relação entre o homem e a nature-za foi se modificando. Obras como Perseu e Andrômeda, de Ticiano, ou Galatea, de Rafael, transmitem algo de violento, agres-sivo e animalesco no erotismo, enquanto o Julgamento de Páris, de Cranach, expressa o papel da curiosidade no erotismo. Se tirarmos a água dessas pinturas, elas não atraem a atenção da mesma maneira.
Durante o século XVIII, na França, Boucher sabia que a água era uma parte integrante de uma atmosfera erótica, e não simplesmente um cenário. Um exemplo disso é sua pintura O pôr-do-sol, na qual Apoio encontra Tétis, uma das cinqüenta filhas de Nereu, deus do mar.
Procurei saber o que podemos aprender sobre a água a partir dos simbolistas, pintores do fim do século XIX cuja ambição declarada era expressar as emoções através de símbolos. Dei uma rápida olhada em alguns de seus quadros e selecionei aqueles que, a primeira vista, passam uma impressão erótica. Tentei analisar o que esses quadros têm em comum. Há água em todos eles. Por exemplo, nos trabalhos de Pierre Puvis de Chavannes, os quadros mais sugestivos são Moças à beira-mar (Girls by the seashore), com moças seminuas na praia, e O Sonho (The dream), com anjos sobre o mar e mulheres na praia. Dois quadros de Maurice Chabas podem ser classificados como eróticos: Sonho (Rêverie) e Paisagem (Paysage).
O primeiro tem uma paisagem com montanhas, um lago e uma moça. O segundo tem montanhas e um mar que está evaporando. Se olharmos para A canção do pastor (The shepherd's song), de Puvis de Chavannes, e tentar analisar a origem de sua força erótica, nos arriscamos a não ver nada a não ser três mulheres expressando sua receptividade, como que se abrindo para receber a canção do pastor ... mas lá, ao fundo, está no mar ...
Pinturas de corpos entrelaçados que são metade humanos e metade cobra foram feitas por Carlos Schwabe para ilustrar alguns poemas de Baudelaire. São eróticos em si mesmos ... mas isso é intensificado por estarem no meio de ondas. Em O tesouro de Satanás (Satan's treasure), de J. Delville, percebe-se Satanás, cobras e corpos entrelaçados de homens e mulheres nus. Mas há também, é claro, água.
No fim do século XIX os simbolistas não tinham monopólio sobre a água como símbolo. Existe também um pouco de água em Narciso (Narciso), de Georges Desvallieres, em Luxo, calma e volúpia (Luxe, calme et volupté) , de Henri Matisse, em Despertar do Amor (Dawn of love) , de Charles Maurin, em O Jardim do Paraíso (The garden ofparadise), de Constant Montad. O pintor mais comercial daquela época foi Renoir, e ele costumava dizer que um quadro tinha o valor que as pessoas pagassem por ele. Renoir conhecia muito bem os efeitos da água numa pintura. Uma de suas pinturas mais respeitadas é A Mulher no Banho (Lafemmeaubain).
A época dos simbolistas, a época de Renoir, foi também o início do período decadentista. A arte, as carícias e a esfinge (Lart, Lês em"esses et le sphinx), de Fernand Knopft, é o quadro mais representativo do período decadentista, e ao mesmo tempo uma perfeita pintura de arte erótica. A sensualidade e a ternura expressas no rosto da mulher, a carícia feita por uma mão unida à pata dianteira de um animal, a carícia na cintura de um rapaz seminu, a direção para onde os dedos estão se movendo, tudo isso coloca a obra na categoria do mais explícito erotismo. Ainda assim, a água está lá, ao fundo, indo portanto além dos órgãos genitais pura e simplesmente.
Precisaríamos de vários volumes para um estudo exaustivo do uso da água como um símbolo erótico na pintura do início deste século. Entretanto, certas obras merecem ser escolhidas, tais como Amantes na praia (Lovers on the shorc), Moça na praia (Young girl on a shore), Banho de juventude (Youth bathing), Amantes nas ondas (Lovers in the waves) e Banho de sol (Sunbathing), de Edvard Munch. Uma pintura que exala erotismo é O grande peixe (The bigfish), que junta os três símbolos característicos das cenas eróticas: um corpo humano nu, um animal e a água. Isso não está muito distante dos mitos universais da mulher-peixe e do homem-peixe. Numa praia, perto da água, um grande peixe com olhos masculinos e uma cauda ereta parece cortejar uma moca nua com cabelos compridos. Alguém poderia reexaminar a histôria inteira da pintura partindo de um ângulo novo, centrando-se no poder da água. O que teria sido do sorriso da Mona Lisa se Leonardo da Vinci não tivesse utilizado a força da água?
Muitas esculturas foram inspiradas nas sereias, não apenas aquela famosa em Copenhague. Os filmes também fizeram do sexo e da água uma nova forma de arte. Antes que o sexo explícito fosse permitido, era comum cortar a cena do "casal se beijando" para mostrar "as ondas rebentando na praia". Você pode imaginar A doce vida (La dolce vita) sem os encontros na fonte e a cena final na praia? Por que o filme Renegado (Castaway) foi tão popular? Ele se baseou na história verdadeira de uma moça que respondeu a um anúncio numa revista:
"Escritor procura esposa por um ano numa ilha tropical ".
As lendas sobre sereias inspiraram o filme Miranda e a peça do mesmo nome. Milhões de espectadores viram Splash. É uma lenda antiga de sereia colocada no contexto da América do Norte nos dias atuais. Quando a identidade real de Madison, a sereia de Nova Iorque, é revelada por um zoologista, a primeira coisa que os jornalistas perguntam a seu namorado (humano) é: "Você fez amor na água?". O sucesso de um filme desses é o suficiente para convencer alguém de que não se pode dissociar as lendas de sereias da natureza humana. Isso nos ajuda a entender o que é universal e transcultural na humanidade.
A sereia aparece freqüentemente na música. No catálogo de música moderna na Biblioteca Britânica a lista de obras associadas com a palavra-chave mermaid (sereia) ocupa meia dúzia de páginas. As sereias desempenham um papel central em várias óperas. A ninfa russa, a Rusalka, deu seu nome a uma ópera.
A valsa de Johann Strauss tem um título que faz sonhar com a fascinante água azul, embora o Danúbio seja cinzento, sujo e turvo em Viena. O DanúbioAzul se tornou a valsa mais famosa no mundo. E os cantores populares de renome como Maurice Chevalier conheciam o artifício para provocar sentimentos eróticos: "Ça c'est passé un dimanche, un dimanche au bord de l'eau" o senso comum.
Muitos proprietários de restaurantes sabem como criar a atmosfera certa e fazer as pessoas se sentirem relaxadas. Eles montam seus estabelecimentos perto de um rio, de um lago ou do mar, ou ainda colocam um aquário, uma fonte, uma pintura de um mar turbulento ou de um lago tranqüilo na sala de jantar.
Milhares de amantes sabem como pode ser excitante uma massagem suave com água ensaboada, na banheira ou no chuveiro. Fazer amor no banheiro é mais comum do que se pensa. Fazer amor num mar tropical é muito mais do que uma fantasia, assim como fazer amor à margem do rio ou na praia. E por que as camas d' água são tão populares.
Em seu famoso romance, os comediantes (Thecomedian), Graham Greene conta a história de uma moça se agarrando à beira da piscina de forma a poder ser abordada por trás por um homem que nadava com ela. Agora que o mergulho é um esporte popular, as oportunidades para encontros entre os sexos debaixo d'água, como no filme de James Bond, 007 contra chantagem atômica (Thunderball), se multiplicaram.
Fragmentos de M. Odent